Prisão de ventre ou constipação (ou obstipação) intestinal são nomes populares dados a um distúrbio muito comum caracterizado pela dificuldade persistente de evacuar.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% da população mundial apresenta esse problema, comum em adultos a partir dos 25 anos, mas recorrente principalmente em mulheres grávidas e idosos.
Diversos fatores contribuem para o aparecimento do problema, como por exemplo, o uso de remédios e condições psicológicas, mas a principal causa do intestino preso é a alimentação. A falta de algumas vitaminas e, sobretudo, fibras no cardápio é capaz de desregular o funcionamento do trânsito intestinal.
Vale ressaltar que não existe um padrão rígido para classificar a frequência de funcionamento dos intestinos, que pode variar de 3 vezes por dia até 1 vez a cada 3 dias e ser normal, desde que não causa desconforto ou sofrimento. Entretanto, um quadro típico de constipação é quando ocorrem duas ou menos evacuações por semana, as fezes ficam secas, duras, pequenas e difíceis de eliminar, e/ou o esforço para evacuar é grande demais e pouco produtivo, em que prevalecem a sensação de inchaço e barriga cheia.
É comum as pessoas se queixarem de que o intestino não funciona regularmente em ambientes estranhos, ou quando quebram a rotina, como ocorre, por exemplo, durante as viagens. Alguns dos efeitos colaterais são: dor física, mau humor, indisposição e cansaço excessivo. Essa alteração, porém, costuma desaparecer rapidamente e a pessoa retoma suas atividades.
Outra situação rotineira é o ‘palpiteiro de plantão’ dizer que isso ou aquilo está certo ou errado. Digo e repito que, as pessoas são diferentes e, não adianta comer mais fibras, cereais integrais, vegetais de folhas verdes e escuras, frutas oleaginosas, fazer ginástica, beber bastante água, se o intestino não responde a esses procedimentos. Se nada disso funcionou, procure investigar e vá o mais rapidamente possível ao seu médico.
Hoje foi o primeiro post da série constipação intestinal. No próximo post, falaremos sobre quais são os exames que podem ser solicitados para entender o que acontece com seu intestino preguiçoso.
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Saúde!



