Live FaceBook: Pedra na Vesícula

Dr. Fabio Atui conversou ao vivo com seus seguidores no Facebook sobre pedra na vesícula. Veja as causas, sintomas e tratamentos da doença:

A pedra na vesícula ocorre quando o conteúdo da bile, um líquido produzido pelo fígado – importante para a digestão das gorduras -, fica concentrado na vesícula e, às vezes, os sais biliares podem precipitar e causar o problema. O cálculo biliar por si só pode não gerar sintoma e o paciente descobre, geralmente, em exames de rotina.

Porém, de acordo com o Dr. Fabio Atui, em algumas pessoas, a pedra na vesícula pode causar desconforto, cólica – sinais chamados de colecistite aguda. “Isso ocorre quando a pedra entope a vesícula biliar, causa dor e inflamação, e tem que operar de emergência”, explica. Ou pode acontecer outro problema: essa pedra pode sair da vesícula, entupir o duto da bile, que em certo momento é comum com o pâncreas, e causar uma doença grave, chamada pancreatite aguda. Não acontece em todos os casos, mas é um risco que se corre quando tem o cálculo biliar.

O único tratamento é a retirada da vesícula biliar. Porém, nem sempre é preciso operar. O médico leva em conta o risco da complicação da pedra, contra o risco da cirurgia. Portanto, um paciente com risco cirúrgico maior – com doenças associadas ou quadro clínico por conta de outras doenças – é recomendado evitar a cirurgia. Entretanto, quando a pessoa é jovem, sem problemas de saúde, o médico costuma ser mais agressivo, já que há um risco menor.  Segundo Dr. Fabio Atui, a operação é simples e tranquila. “É uma cirurgia feita a partir de quatro furos na parede abdominal, e a vesícula é retirada. Não é uma cirurgia grave, mas a gente deixa para fazer quando é realmente necessário, quando tem menos risco”, orienta.

Um parâmetro importante sobre a necessidade da cirurgia é o fato de ter várias crises. Se o paciente sofre com este problema, o ideal é operar. Porém, o tamanho da pedra não define o risco. “Nós sabemos que pedras muito pequenas podem sair da vesícula biliar e entupir o duto mais adiante, causando assim um risco maior para a colecistite. Mas as pedras grandes podem se fragmentar e soltar esses fragmentos e também entupir”, alerta Dr. Fabio Atui. Além disso, a quantidade de pedras também é irrelevante.

Após a cirurgia, várias pessoas podem sentir mudança no hábito intestinal. Elas começam a ter uma urgência evacuatória e desconforto abdominal. Estes sintomas podem estar relacionados com a retirada da vesícula biliar, porque, de acordo com o Dr. Fabio Atui, “os sais biliares quando caem no intestino, podem irritar as paredes do intestino delgado e levar a um desconforto, a uma cólica e uma urgência evacuatória”. Este problema ocorre em mais ou menos 1% das pessoas que retiram a vesícula. No entanto, há tratamento com remédio: “é uma resina que gruda em si esses sais biliares e, quando você evacua, expele esses sais biliares, fazendo com que os sintomas melhorem”, esclarece Dr. Fabio Atui. Então, existem aquelas pessoas que, logo depois da cirurgia, tem um período de adaptação e melhoram. Porém, há aquelas que continuarão com desconforto abdominal e precisam discutir com o médico para serem tratadas, para evitar esse sintoma tão desagradável do pós-operatório da retirada da vesícula.

É importante destacar que o tratamento para pedra na vesícula é a cirurgia. Dr. Fabio Atui alerta sobre o fato de muitas pessoas falarem em chá de quebrar pedra e derreter cálculos, principalmente na internet, mas não existem estudos sérios sobre estes tratamentos. Portanto, não acredite, porque pode ser algo perigoso para a sua saúde. Tome muito cuidado!

Outra dúvida bastante importante é sobre os pólipos. Muitos médicos querem operar quando encontram um pólipo na vesícula biliar. “Nem sempre um pólipo da vesícula biliar precisa operar. Na grande maioria das vezes, não significam um câncer da vesícula biliar, que é muito raro e quase que exclusivamente presente nas pessoas bem mais velhas, a partir dos 80, 90 anos de idade. Então é incomum a gente encontrar um pólipo na vesícula biliar que precise da cirurgia”, avisa Dr. Fabio Atui. Além disso, às vezes, o pólipo está crescendo muito rápido ou está numa posição inadequada que causa sintoma e, por isso, se opera. Porém, na grande maioria das vezes, você faz exame de controle, vê que não é necessária a cirurgia e acaba não operando a vesícula biliar.

Acompanhe o Dr. Fabio Atui no Facebook e participe das transmissões ao vivo. É uma oportunidade para você tirar suas dúvidas sobre o assunto.

Fique de olho,

Saúde!

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